Catástrofes naturais

As seguradoras brasileiras precisam se preparar

Infelizmente, eventos naturais que assolam algumas regiões do País são cada vez mais comuns. Já que não há muitas alternativas para evitá-los, está na hora de providenciarmos remediações mais rápida e eficiente

As fortes chuvas em Petrópolis, na região serrana do Rio de Janeiro, deixaram cerca de 600 pessoas desabrigadas e 16 mortas no início desta semana. Em 24 horas, choveu 428 milímetros, quase o dobro do esperado para o mês inteiro em Petrópolis. Rios transbordaram, carros foram arrastados. Um levantamento da Defesa Civil constatou que Petrópolis tem 15 mil moradores de área de risco.

Este é só mais uma dos desastres naturais que assolaram o País ultimamente. Nos últimos 30 anos, foram registradas 146 catástrofes naturais, provocando cinco mil mortes. Cerca de 50 milhões de pessoas foram impactadas e os prejuízos econômicos chegaram a US$ 9 bilhões. Esse total de desastres representa quase cinco eventos por ano a um custo médio de US$ 60 milhões cada ou ainda 2,6 inundações extremas/ano e um grande deslizamento de terra a cada dois anos.

Para se ter uma ideia, as fortes chuvas do ano passado em Pernambuco afetaram mais de um milhão de pessoas; os deslizamentos e inundações ocorridas em 2011 no Rio de Janeiro vitimaram mais de 1000 pessoas e os estragos em Santa Catarina, ocorridos em 2010, causaram a morte de 110 pessoas, além de ter danificado o gasoduto Brasil-Bolívia.

O fato é que os desastres naturais se tornarão cada vez mais frequentes no Brasil e as perdas relacionadas às vidas humanas e às despesas financeiras que o Governo terá que direcionar para reconstruir e apoiar aqueles que não possuem seguros irão aumentar significativamente. As mudanças climáticas e a crescente urbanização são os principais motores do aumento da frequência de chuvas intensas, inundações e deslizamentos de terra.

Edward Lange, presidente da Allianz Seguros, afirmou durante palestra na 5ª Brazilian Reinsurance Conference, realizada no Rio de Janeiro, na semana passada, que não apenas seguradoras e resseguradoras, como também o Governo e empresas devem reagir a estas questões. “O assunto é relativamente recente e consequentemente, não muito desenvolvido. As autoridades de seguros não têm ainda uma regulamentação específica ou exigência em relação às catástrofes naturais, fazendo com que as seguradoras deem menos atenção ao tema.”

Para ele, o mercado começa a se movimentar. “Algumas resseguradoras desenvolveram ferramentas para mapear as áreas do planeta com maior incidência de catástrofes naturais. Além disso, uma espécie de “atlas” das inundações está sendo desenvolvido pela Agência Nacional de Águas – National Water Agency. Tudo isto, certamente irá apoiar o mercado segurador a começar a rever o acúmulo de riscos e apoio a clientes, especialmente indústrias, em seu processo de gestão de riscos”, acredita.

O setor imobiliário foi o mais afetado. Em quatro eventos climáticos registrados entre 2009 e 2010, as perdas chegaram a US$ 4 bilhões, afetando, sobretudo, a população em condição de baixa renda. Os danos na infraestrutura causam interrupção das atividades econômicas e fica difícil medir todas as perdas.

Já o setor agrícola, apesar de extremamente relevante para o Brasil, está exposto aos desastres naturais e ainda conta com uma penetração baixa do seguro – menos de 15% de toda área plantada é segurada. O Governo criou um fundo de catástrofe para proteger o setor, no entanto, as oportunidades para as seguradoras nesse campo são grandes e relevantes para o Brasil como um todo.

“A realidade é que esses tipos de eventos adversos vão continuar e o impacto negativo que eles têm na nossa sociedade depende do nível de preparação e planejamento para lidar com eles. As soluções advindas do mercado segurador são importantes para ajudar o Governo a reduzir os impactos social e financeiro gerados por essas grandes catástrofes. Sabendo dos riscos, conseguimos desenvolver planos de contingência locais e setoriais e assim, contribuir para que o mercado segurador possa planejar os diferentes cenários e apoiar o crescimento e o desenvolvimento do Brasil”, explica Lange.

Marco Bergamini
Rodrigo Zevzikovas

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