Classe C deve alavancar mercado segurador brasileiro

Empresas já começam a se preparar para aproveitar o crescimento

Há um bom tempo os brasileiros já se acostumaram a ouvir falar do crescimento da classe C econômica. Recentemente, nós mesmos abordamos em um dos nossos artigos. Agora, no entanto, chegou a hora de conhecer os efeitos que este movimento por gerar no mercado segurador nos próximos dez anos.

No Brasil, de acordo com a consultoria Accenture, a migração das classes D e E para a classe C e o aumento do poder de compra da população serão os principais responsáveis pelo maior faturamento.

“Quem está mais suscetível a achar que precisa de proteção contra a perda de um bem que antes não possuía e que é muito caro para ela, tanto no sentido de valor quanto no sentido de estima? É a nova classe média”, aponta o líder da área de seguros da consultoria Accenture, Raphael de Carvalho.

Segundo o executivo, este crescimento está embasado especialmente no aumento do poder aquisitivo das classes mais baixas, que têm conseguido comprar mais e acumular um maior número de bens duráveis.

“A maior correlação de venda de seguro de automóvel é a quantidade de automóveis que temos nas ruas. Estamos passando por um crescimento exponencial nos últimos quatro anos da frota de veículos do País, e isso está acontecendo porque as pessoas estão tendo a chance de comprar o seu primeiro automóvel”, exemplifica o Carvalho.

Além dos automóveis, o executivo cita o maior consumo de bens como eletrodomésticos e computadores, que utilizam o seguro de garantia estendida. “Este seguro dá uma garantia adicional àquela de fábrica. E o aumento da venda desse tipo de seguro obviamente está correlacionado à maior venda de bens duráveis. E quem é que está comprando esses bens duráveis? A nova classe C”, diz Carvalho.

De acordo com uma pesquisa da Accenture, os mercados emergentes serão responsáveis por 60% da expectativa de crescimento do faturamento das seguradoras nos próximos 10 anos. Até 2015, segundo a consultoria, existe um potencial de crescimento entre US$ 400 bilhões e US$ 600 bilhões nos mercados maduros e entre US$ 650 bilhões e US$ 900 bilhões nos mercados emergentes.

No ano passado, por exemplo, o mercado segurador brasileiro fechou o ano de 2012 com arrecadação próxima a R$ 255 bilhões, o que representa um crescimento de 14%. O presidente da Confederação Nacional das Empresas de Seguros (CNseg), Jorge Hilário Gouvea Vieira, atribuiu boa parte da perspectiva de incremento da arrecadação do mercado segurador à expansão da classe social C e, em consequência, da poupança interna.

“Você tem dois grandes elementos de aumento: a Previdência, em função dessa nova poupança que está surgindo, e a saúde”. Gouvea Vieira reiterou que o aumento do seguro observado no País em 2012 resultou do crescimento de uma classe econômica. “Essa classe C/D está correndo para a Previdência e o seguro-saúde”. Acrescentou que a baixa taxa de desemprego contribui também para aumentar a disponibilidade de renda das famílias.

Gouvea Vieira disse que a expansão prevista tem o desafio de buscar uma aproximação com a comunidade. Nesse campo, admitiu que o microsseguro vai ajudar no desenvolvimento de outras formas de seguro. A inserção e a educação financeira dos consumidores brasileiros são um desafio para o mercado. “É uma questão primordial do mercado que o cliente entenda os riscos que está correndo e como o mercado segurador pode protegê-lo”.

Outro fator que vai ajudar o crescimento do setor no Brasil é a longevidade da população. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a expectativa de vida do brasileiro vai atingir 80 anos em 2040, quando se espera obter equilíbrio entre as taxas de mortalidade e natalidade. A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) estima que em 2050 haverá 2,5 brasileiros em idade laboral, ou seja, entre 20 anos e 64 anos, para cada brasileiro com 65 anos ou mais. Hoje, essa razão é 8.

As seguradoras já começaram a se aproveitar deste crescimento. O Bradesco, por exemplo, possui hoje um total de 29 milhões de contratos de seguros. A porta de entrada dos consumidores das classes C e D no mercado de seguros é principalmente as apólices de vida, segundo o presidente do Grupo Bradesco de Seguros e Previdência, Marco Antonio Rossi, que assumiu o cargo anteriormente ocupado por Luiz Trabuco, atual presidente do banco Bradesco.

O segmento de vida responde por 70% do total de itens abaixo de R$ 9,00 comercializados pela seguradora. Para Rossi, a carência de bancarização é um dos entraves para vender seguro aos clientes de baixa renda. Uma das estratégias da seguradora para expandir os negócios é trabalhar melhor a carteira de clientes do próprio banco, diz.

“É mais difícil vender seguro para quem não tem conta em banco. Existe um mundo de oportunidades dentro da carteira do Bradesco que ainda não atingimos”, afirma Rossi.

Outra aposta da seguradora para atingir a classe C é o segmento residencial. Os negócios nessa área cresceram 18% em 2008 e tiveram participação de 10% nos 2,1 milhões de de apólices abaixo de R$ 9,00.

Segundo Rossi, ainda não há uma cultura no Brasil de proteger imóveis, mas catástrofes como as enchentes em Santa Catarina podem mudar essa percepção. “O mercado de seguros no Brasil tem muito espaço para crescer. Hoje o país é a décima economia do mundo, mas é o 19º mercado de seguros”, diz.

Marco Bergamini
Rodrigo Zevzikovas

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